quarta-feira, 11 de junho de 2014

O USO DO CELULAR E DO VÍDEO EM SALA DE AULA

INTRODUÇÃO

O avanço das tecnologias, principalmente a partir do terceiro milênio é a razão oportuna para abordar um tema de tamanha relevância social e que, para muitos profissionais da educação constitui um assunto de profunda complexidade e consequentemente de pouco interesse: o uso de aparelhos tecnológicos como ferramenta pedagógica. Aliados dos estudantes, aparelhos como: celular, tablete, notebook entre outros, ainda são desafios enfrentados pelos professores no exercício da função ensino-aprendizagem.
Esse trabalho trata da necessidade urgente de chamar a atenção dos docentes para a introdução dessas tecnologias em sala de aula. Frente a esta ideia, está à possibilidade do aluno utilizar o celular para desenvolver atividades de tendências inovadoras, como elaboração e produção de vídeos, partindo da escolha de roteiros com os assuntos aplicados em sala, associadas a teorias de aprendizagem que desperte o interesse do professor de educar para evoluir. Serão mostradas também as consequências do uso inadequado dessas tecnologias e as controvérsias para se adequar ao processo ensino-aprendizagem.

O USO DO CELULAR COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA

Nos dias atuais não é mais novidade encontrarmos jovens e até mesmo crianças de posse de um aparelho celular, apesar de sua principal função, fazer e receber ligações, os celulares atraem esse público principalmente pelos diversos aplicativos encontrados nos smartphones, preferência do público jovem.
Inserir o celular como ferramenta pedagógica nas escolas ainda é um desafio, mas não se pode coibir essa possibilidade, afinal é preciso encontrar uma  forma de unir o útil ao agradável. Ao invés de proibir o uso do celular, as escolas deveriam incorporá-lo como um recurso que já tem uma forte ligação com a rotina dos estudantes e essa rotina atinge tanto alunos de escolas particulares com de escolas públicas. Neste sentindo, uma pesquisa realizada pelo CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), com estudantes do Ensino Médio, com faixa etária entre 15 e 19 anos, residentes em São Paulo e Recife e renda familiar inferior a R$ 2,5 mil, quase 60% possuem um celular ou tablete com acesso à Internet e mais de um quarto deles já os utilizou para estudar e realizar atividades escolares. Para Kenski, “Assim como na guerra, a tecnologia também é essencial para a educação. Ou melhor, educação e tecnologias são indissociáveis”.
Com o advento das tecnologias muitos professores ficaram instáveis, criando certa resistência em adotar essas inovadoras tecnologias como ferramenta pedagógica e como hoje as pessoas já nascem inseridas nesse cotidiano tecnológico, é preciso que esses profissionais interajam e busquem conhecer essas ferramentas para que dessa forma possam utilizá-las acompanhando as inovações que evoluem com muita rapidez.
Adotar as tecnologias digitais na educação é sem dúvida um desafio, mas vale a pena inovar, buscando propostas de transformação com práticas metodológicas com a realidade do aluno, onde a aprendizagem se desenvolva de forma crítica e que o aluno tenha mais espaço para desenvolver seus conhecimentos. Segundo a ideia de Jean Piaget:
“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”
Com base nessas propostas, os profissionais da educação precisam buscar conhecer, avaliar e adotar o celular como ferramenta pedagógica e com um trabalho de conscientização de que este aparelho  pode   permitir   aos alunos pesquisa na internet, criação de textos, gravar vídeos, tirar fotos, produzir podcasts, armazenar dados que irão tornar o processo de ensino aprendizado muito mais empolgante.

 O USO INADEQUADO DO CELULAR EM SALA DE AULA

O uso do celular em sala de aula pode trazer vários problemas, um deles trata-se da dispersão do aluno durante a aula, aplicativos com whatsapp, um dos mais usados atualmente, é um grande vilão dessa dispersão, pois os jovens não se controlam e querem está conectados a todo o momento.
Outra preocupação com o uso do celular em sala de aula é de que o professor transfira para o aluno toda a responsabilidade das atividades e que sua aula acabe sendo vaga e sem conteúdo.  É preciso que o educador tenha muita cautela no uso dessas tecnologias para que não se tornem um habito e acabe prejudicando a aprendizagem dos discentes, essas ferramentas não podem ser usadas indiscriminadamente, ou seja, seu manuseio deve ser associado a um planejamento pedagógico prévio, com determinação de tempo para a execução das atividades para que essa prática não se transforme em mera enrolação e exceda aulas, pois isso prejudicaria o desenvolvimento dos demais conteúdos a serem abordados nos semestres ou unidades posteriores.
Para que o uso do celular em sala de aula tenha sucesso, é preciso uma campanha de conscientização tanto por parte do professor quanto do aluno, baseando-se apenas o seu uso em atividades que objetivem a expansão do conhecimento e a aplicação de uma metodologia que atraia os alunos a expressarem seu pensamento e ideias em diferentes linguagens.

EDUCAÇÃO NO USO E PARA O USO DAS TECNOLOGIAS

As tecnologias fazem parte da vida do homem desde muito tempo, assim o homem entendeu a necessidade de desenvolver recursos que os auxiliasse em suas tarefas, que facilitassem suas atividades, como por exemplo: um galho de árvore para derrubar uma fruta que estivasse fora do alcance de suas mãos.
Com o passar do tempo o uso das tecnologias se tornou cada vez mais necessário o que fez com que investimentos e pesquisas, fossem dedicados a essa matéria e novas tecnologias foram desenvolvidas, permitindo ao homem morar, plantar, trafegar em locais aos quais seria impossível realizar tais atividades sem a utilização das mesmas.
No entanto não basta desenvolver tecnologias é preciso saber usa-las para que elas sejam de fato proveitosas ao homem, e parte daí a necessidade da educação. Toda a tecnologia do mundo seria ineficaz se não houvesse professores preparando usuários para a mesma. Segundo Kenski, para que novas tecnologias sejam utilizadas se faz necessário conhecer os seus usos. 
Não basta adquirir a máquina, é preciso aprender a utilizá- la, as melhores maneiras de obter da máquina auxílio nas necessidades de seu usuário. É preciso buscar informações, realizar cursos, pedir ajuda aos mais experientes, enfim, utilizar os mais diferentes meios para aprender a se relacionar coma inovação e ir além, começar a criar novas formas de uso daí gerar outras utilizações. KENSKI, 2010.
A tecnologia hoje se faz presente em todos os seguimentos: Medicina, Agricultura, Engenharia, Guerra, dentre outras e como não poderia ser diferente foram criadas novas tecnologias no processo Ensino- Aprendizagem, ou seja, em Educação. As Tics( Tecnologias da Informação e Comunicação), deram uma nova visão ao processo de educação. Critérios como: organização do espaço, do tempo o número de alunos, tiveram mudanças significativas, tanto para alunos como para professores, depois dessa inserção tecnológica.
O vídeo é um instrumento dinâmico e sensorial, ele trabalha varias formas de linguagem, as linguagens falada, escrita, visual e musical que são muito importantes no processo de aprendizagem por facilitarem a mediação do conhecimento  isso  possibilita  uma  maior  integração em sala de aula, pois essa ferramenta pode ser usada com turma de alunos cegos e surdos.
            O uso do vídeo pelo professor traz benefícios enriquecedores para sua aula, como a motivação e interesse do aluno, fixação de conteúdos, desenvolvimento da criatividade e da comunicação do aluno, além de ser um auxilio das aulas expositivas e uma complementação do discurso do professor o vídeo também traz a realidade para a sala de aula.

O USO INADEQUADO DOS VÍDEOS EM SALA DE AULA

O uso de vídeos em sala de aula é uma metodologia que possibilita o aluno a visualização direta dos conteúdos apresentados em sala de aula, mas como qualquer outra ferramenta tecnológica é preciso prudência no seu uso. Os professores que adotam os vídeos em sala de aula precisam fazer um planejamento prévio dos objetivos a serem alcançados ao se utilizar essa tecnologia, pois estes podem ter efeito contrário no processo ensino-aprendizagem. De acordo com Moran: “O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas”.
             Os vídeos em sala de aula são inadequados quando estes são usados para “tapar buracos”, termo usado para substituir a ausência do professor. Quando são exibidos sem nenhuma relação com o conteúdo da disciplina, camuflando o que realmente deveria ser abordado.
O professor não pode se empolgar com o uso dos vídeos em sala de aula e acabar usando essa tecnologia de forma repetitiva, esquecendo outras dinâmicas que se adequem melhor a certos conteúdos.
Uma vez exibido em sala de aula como ferramenta pedagógica, os vídeos devem ser explicados e discutidos no ambiente escolar, para que dessa forma o aluno entenda a verdadeira importância do seu uso, pois passar um vídeo só para acompanhar o avanço tecnológico, sem nenhum fundamento, não acrescenta em nada a aprendizagem do aluno.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 O ponto fundamental desse trabalho foi mostrar o quanto é importante o uso de tecnologias em sala de  aula, especialmente  os aparelhos de celular e similares, bem como a utilização de vídeos, sendo uma ferramenta concreta no processo ensino aprendizagem.
Neste sentindo, consideramos que o a criação de vídeos, quanto o uso pré-estabelecido do celular em sala de aula é um caminho a ser seguido pelos professores, além de uma tendência. Depende exclusivamente destes profissionais da educação essa prática inovadora, por isso precisam ser alvos diretos desse processo.
Acreditamos que o uso de vídeos na sala de aula tem se destacado muito, em decorrência de ser uma tecnologia de fácil acesso e criação, mesmo com os professores tendo dificuldades em incorporá-los como um recurso educacional.
A apropriação do docente a estas tecnologias precisa ser real, percebendo os ganhos diretos adquiridos. Não pode ser mal direcionadas, pois se acontecer gerará um grande mal estar entre educando e educador. O professor é o ator principal nesta tarefa de inserção controlada dessa tecnologia na sala de aula.
Por fim, a utilização do celular e aplicação de vídeos no processo ensino aprendizagem pode ser um eixo de conexão entre o aluno com o mundo, obtendo o que há de mais significativo. Motivação é uma palavra chave quando se trata de novas tecnologias, é preciso entendê-las e experimentá-las, aproveitando todas as suas possibilidades.

REFERÊNCIAS

ALLAN, Luciana. A proibição do celular nas escolas faz sentido? escola // organização social.  Disponível em:< <http://porvir.org/porpensar/proibicao-celular-nas-escolas-faz-sentido/20130730> Acessado em 11/06/2014




MORAN, José Manoel. O vídeo na sala de aula. São Paulo. Jan/abr. 1995. Disponível em: < http://extensao.fecap.br/artigoteca/Art_015.pdf > Acessado em 10/06/2014.

KENSKI, V. M. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2008



                   

Vídeo: "O uso do celular e do vídeo na sala de aula"